segunda-feira, 5 de julho de 2010

Garotos Conversíveis em seus Sedans Cibernéticos

"Este post surgiu de uma engraçada coincidência de três amigos fusqueiros que só se conhecem virtualmente (ainda). A idéia partiu do homem do design gráfico do trio Marco Novaes o famoso Tota do Fuscologia! Não só a idéia mas o texto também é dele e hoje estará simultaneamente nos três blogs."

Vender o peixe.

Isso sempre foi importante e, quase que diariamente, somos lembrados
que o "sucesso social" depende de como você se vende ou vende o seu peixe.
Se dissermos, por exemplo, que o sujeito é um “auxiliar técnico em execução
de edificações”, fica muito mais nobre e vendável do que dizer que o cara é
"servente de pedreiro".

E as versões em inglês?
O que vende mais: "hair stylist" ou cabelereiro?
Minha mulher presta consultoria numa loja estilo "Daslu" aqui em Belo Horizonte.
Semana passada ela ganhou um "home spray" e um "liquid soap" ou seja,
um "aromatizador de ambientes" e um "sabonete líquido".
Imagina!?? Daslu vendendo sabonete líquido?!!

Então, após descobrir algumas coincidências entre os blogs
Macfuca(Porto Alegre),
Fuscadorock(Ponta Grossa)
e Fuscologia(BH),
decidimos vender nosso peixe em conjunto.
Por isso:

“Garotos Conversíveis em seus Sedans Cibernéticos”.

Ou você acha que venderíamos alguma coisa falando:

“Marmanjos carecas e seus blogues sobre fuscas”?



Henrique Favero e o 66 - Fusca do Rock


Christian Jung e o Macfuca


Olívia, Tota e Emílio - Fuscologia

Morreríamos de fome, isso sim!

domingo, 4 de julho de 2010

Macfuca em Final de Tarde

Arte na lata!

Fuca da Bruxa

sábado, 3 de julho de 2010

E o Fernando Chorou


Não sou destes apaixonados por futebol, aliás, nunca fui.
E isso que sou filho de um dos locutores esportivos mais famosos do Brasil.
Não sei bem qual seria a explicação psicológica para isso se é que pra tudo possa ter uma explicação. Talvez apenas uma simples questão de afinidade.
Sempre me achei mais com as baquetas e os tambores da bateria.
Bom talvez porque eu tenho sido o filho caçula e antes de mim já tinha a minha irmã e o meu irmão do meio.
Este sim gosta, talvez por ter sido o primeiro filho homem tenha sido mais conduzido às vocações futebolísticas do que eu.
Ele sempre foi apaixonado, sofredor destes que de tão puto da cara com as derrotas, até de time queria trocar quando era criança.
Tentou uma vez, mas a retranca paterna foi violenta.
Deu certo para o meu pai meu irmão voltou atrás e hoje é responsável por um comentário em seu blog que se chama “Avalanche Tricolor”.
Preciso dizer o nosso time ou não?
E nesta pouca emoção fui me desenvolvendo.
Até mesmo na escola eu era o melhor amigo do professor aquele que enquanto a bola rolava no campo eu sempre tinha um assunto em paralelo pra conversar com ele.
Não me matava muito digamos assim.
Claro também era o último a ser escolhido para os times de futebol, estilo perna de pau. Nunca me importei com isso porque afinal nasci muito mais pra comentarista do que jogar.
Tem que ver como sou bom de observação!!!!rsrsrs
Do futebol mesmo ficavam os gritos da torcida que escuto até hoje do estádio Olímpico que é meu vizinho aqui de casa há 43 anos. Do tempo que as coisas não tinham culpa a diversão da minha turma de amigos era guardar carros nos dias de jogo pra comprar bolinhas de gudi.
Este sim era um campeonato que eu acompanhava de perto. E participava.
Um dia ao abordar um senhor sentado dentro do carro antes de ir ao jogo notei que ele era um colega do meu Pai.
Ele me perguntou: Teu Pai sabe que tu ta fazendo isso!
Fiquei pensando lá pelos meus 10 anos que merda estaria fazendo que meu Pai não gostasse.
Faltou psicologia ao cidadão. Tive de dizer:
Sim e minhas bolinhas de gudi como e que ficam?
Hoje nem que precisa-se conseguiria cuidar algum carro na minha rua.
É uma verdadeira guerra da vagabundagem.
Do tempo de guardador de carro só ficou a nostalgia.
Nem as bolinhas de gudi sobraram.
Voltando ao assunto futebolístico, acho mesmo que se fosse apaixonado pela arte seria daqueles de sofre muito.
Tenho esse nó na barriga em decisões.
As vezes prefiro até mesmo sair da frente da televisão para não ver o resultado do chute a gol.
E com toda essa conversa fiada chego ao ponto que eu queria.
Pois como Pai incentivador de todas as vontades do meu pequeno companheiro, tive a grata surpresa do meu "Ajudante Nota Dez", que para quem não acompanha o blog é o Fernando, gostar de bater uma “bolinha” de futebol.
Em sua escola existe um projeto que se chama “Rola Bola” que ele pediu para participar.
Projeto bacana que incentiva as boas notas e o espírito de grupo.
Começou no Judô mas senti que o coração do Fernando não é de um combatente solitário, gosta de esportes coletivos.
Dividir a batalha colabora para as alegrias e para as tristezas.
E ele com os seus 8 anos pegou essa Copa do Mundo com todos os direitos.
Apelos da mídia, grandes jogadores que nunca são os que o Brasil inteiro quer. Bandeiras, vuvuzelas, faixas.
Decoração da casa para incorporar este espírito de nacionalidade que toma conta do País.
É sim um clima otimista, agradável, todos contando com o dia do jogo que até mesmo para os menos aficcionados é sempre motivo para uma reunião, churrascada, cervejada enfim tudo que faça com que mudemos a nossa muitas vezes carregada rotina.
Confesso que sofro sim e me enche o saco estes que se dizem anti-seleção, anti-técnico, anti-jogadores.
Passam espiando os resultados, mas sempre com aquele ar de que o Brasil não é isso.
O Brasil é isso sim.
E isso é hoje muito mais símbolo de nacionalidade do que os desfiles militares.
E o nosso grito de liberdade. De igualdade social. Quando se briga com os outros times e não com os nossos.
Quando as torcidas se respeitam.
Talvez porque o futebol seja de todos, realmente de todos e não de alguns que detém o poder.
E com tudo isso, com esse espírito o meu Ajudante Nota Dez se contaminou, se envolveu.
Colou figurinhas no álbum assim como acho que todo o Brasil.
E com tudo isso, chorou.
Chorou bastante porque dentro do seu coraçãozinho cheio de boas intenções, dentro deste espírito nacional fracassamos.
Todo faceiro com a camisa do goleiro Júlio César que tinha dado pra ele pela manhã. Chorou.
Muito provavelmente como o próprio goleiro Júlio César que defendeu bravamente muitas bolas em gol. Chorou!
E assim mais uma lição fica pra essa cabecinha de capacidade incomensurável que se forma.
Perder e levantar a cabeça.
Chorar sim.
Sofrer por uma paixão faz parte.
Lidar com as regras do jogo e continuar com a camisa do Júlio César.
Levantar amanhã com mais uma lição de vida e com a expectativa de quando será o próximo jogo.
Por que afinal Fernando todo o dia “Rola a Bola”.