sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Qual a receita pra ensinar se eu nem aprendi direito a viver.


Talvez uma das tarefas mais árduas seja a de preparar alguém para a vida.

O que de verdade fazemos com os nossos filhos?

Qual a fórmula secreta que nos permite construir, dentro de cada cabecinha que se forma, algo de produtivo e sustentável, que não repita os nossos erros do passado? Ou os erros que vimos alguns comparsas cometer?

Sou de muita conversa, explicações, teorias, mas, sei, não mando no mundo e não convenço, a medida que, sim, sou humano e carrego uma meia dúzia de cagadas (ou mais) que devem transparecer muito mais do que imagino.
De qualquer forma, o ato de criar transcende o fato de não termos sido ou de não sermos tão bons assim.

Claro, a gente tenta transformar o que trouxemos ao mundo em algo menos perturbado do que fomos no passado e nem tão depressivo como ficamos por aquilo que não realizamos no futuro que já chegou (e eu tanto esperei achando que seria melhor).
E assim vamos nos esforçando para que sejamos compreendidos e a cria se firme em solo fértil, em uma terra onde nem tudo que se planta vale ser consumido.

A vida vai em frente.

E esse amor incondicional, às vezes, nos torna permissivos em demasia e, outras tantas, carcereiros.
Tentamos trancar o que gostamos, mesmo sabendo que hoje, mais cedo do que no passado, se libertam e sabem o que o mundo tem a lhes oferecer. De bom e de ruim, é claro!

Não existe receita nem manual. Ser pai é um aprendizado que para alguns é intrínseco, para outros uma matéria que nunca será aprendida.

De cada pequeno corpo que cresce, fica a esperança de que saibamos o que realmente estamos conseguindo agregar. De positivo, é lógico! Porque o que se tem de ruim, passamos pra eles assim, no estalar de dedos, da noite para o dia. Sem querer.

A velha loteria esta lançada. A gente se esforça, corre, batalha, conversa e vai atrás de algumas explicações que se nós soubéssemos, bah, como teria sido bom.

Mas é aí que esta a virtude da vida. Deixar que eles entendam da forma como eles conseguem entender. E assim construam as suas próprias histórias de vida.
Façam de suas experiências novos caminhos a trilhar.
Que lembrem quando um dia a gente dizia: "escuta meu filho a gente sabe não porque é velho, mas por experiência vivida!”

Bom, e com isso fica aqui minha torcida para mesmo eu tendo essa cabecinha tão cheia de minhocas, ainda sirva para eles serem melhores do que eles mesmos imaginavam ser um dia.

Se é que a gente precisa ser melhor.

Talvez sejam felizes, se tão somente conseguirem SER!


Nenhum comentário:

Postar um comentário